Doença de Alzheimer: uma doença silenciosa

Publicado em 15 de setembro de 2009, terça-feira.

A doença do esquecimento, a Doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, surge por volta dos 65 anos e provoca a degeneração progressiva levando a perda das habilidades de pensar, raciocinar e memorizar. Afeta as áreas da linguagem e produz alterações no comportamento. Essa doença não tem a causa definida, o que existem são indícios na mudança de certas terminações nervosas e nas células cerebrais responsáveis pelas funções de interação do indivíduo com o meio em que vive.

Um das alterações conhecidas é que diminui a substância que transmite o impulso nervoso. A exposição prolongada a alumínio e manganês, por ação infecciosa (seja cerebral ou da medula espinal) e o fator genético estão envolvidos, mas não é uma regra. O fato de você ter um caso na família não significa que irá desenvolver a doença.

Com o aumento da expectativa de vida, a Doença de Alzheimer está se tornando cada vez mais freqüente. Ela atinge mais de 5 milhões de americanos, no Brasil não temos essa estatística. Os esforços de pesquisadores estão concentrados em identificar novos genes e mecanismos responsáveis pela Doença de Alzheimer e abrir novas perspectivas de tratamento.

Temos 3 genes conhecidos até o momento. O primeiro gene de risco, o APOe4 , descoberto há 15 anos, está associado a um risco de 20% de uma pessoa desenvolver a doença, o gene da clusterina em cerca de 10% e o CR1 e PICALM em cerca de 3 a 5%. Existe uma probabilidade grande de qualquer um de nós ter um ou mais desses genes de risco. Mas cada um deles sozinho, não vai determinar qual é a probabilidade de alguém vir a desenvolver a Doença de Alzheimer. Mesmo que tivéssemos os três genes de risco teríamos uma probabilidade de 30% a 35% de vir a desenvolver a Doença de Alzheimer, ou seja, 65% a 70% de não desenvolvê-la, porque vários outros fatores precisam ser determinados e estão envolvidos.

É comum as pessoas associarem o esquecimento a idade. A diferença está na gravidade desse esquecimento. Por exemplo: esquecer o caminho de casa, não reconhecer um filho, esquecer aniversário do filho, não reconhecer o esposo ou a esposa, afastamento e apatia, a pessoa fica distante. Para se diagnosticar a Doença de Alzheimer tem-se que eliminar outras doenças que podem evoluir também com quadros de demência. Por exemplo: traumatismos cranianos, tumores cerebrais, acidentes vasculares cerebrais, arterioesclerose, intoxicações ou efeitos colaterais de medicamentos, intoxicação por drogas e álcool, depressão, hidrocefalia, hipovitaminoses e hipotireoidismo.

Não crie pânico, pode não ser nada se você observar isso, mas investigar é muito importante. Essa doença não tem cura, mas o tratamento precoce atrasa o desenvolvimento, mantém a memória por mais um tempo, e a família tem mais tempo para se adaptar a essa nova situação. A compreensão, amor e muito carinho são fundamentais, mesmo que o paciente não reaja aos familiares ou conhecidos.

Fases da Doença de Alzheimer

Primeira fase: a pessoa fica confusa e esquecida, dificuldade de se expressar, descuido com a aparência, apatia e perda da autonomia para as atividades cotidianas.

Fase intermediária: já exige mais cuidados para levar a vida cotidiana. Começa a necessidade de auxilio para se vestir, comer, tomar banho, tomar suas medicações e todas as outras atividades de higiene. O reconhecimento das pessoas próximas fica prejudicado, pode apresentar incontinência urinária e fecal, perde o senso de julgamento e pensamento abstrato, o comportamento pode ficar inadequado. Irritabilidade, desconfiança, impaciência e até agressividade, ou pode apresentar depressão, regressão.

Fase avançada: mesmo com a dieta adequada há perda de peso. A dependência é completa, qualquer atividade de rotina desaparece e o paciente só fica na cama, o julgamento e a concentração desaparecem. Com o uso de medicamentos, podem desenvolver infecções bacterianas e problemas renais.

A doença de Alzheimer não afeta apenas o paciente, mas também as pessoas que lhe são próximas. As mudanças são irreversíveis e há o desgaste emocional, físico e financeiro. O paciente precisa ser monitorado 24 horas por dia, para cuidados gerais e médicos. Na maioria das vezes, a causa da morte não tem relação com a doença e sim com fatores relacionados à idade avançada.

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