Mamografia

20 de setembro de 2007

Pelo menos uma em cada dez mulheres terá câncer de mama este ano, segundo estimativas do INCA (Instituto Nacional do Câncer, com sede no Rio de Janeiro). Esse risco de desenvolvimento pode aumentar com a apresentação de outros fatores que interagem entre si para deflagrar a doença como história familiar de câncer de mama (mãe, irmãs, filha ou avó com a doença), ausência de gravidez, pacientes que foram submetidas à biópsia mamária por lesões pré malignas ou as que já tiveram o diagnóstico em uma das mamas.

Apesar desses fatores, não há como prever o desenvolvimento ou não do câncer de mama em alguém. Nesse contexto em que a doença não pode ser evitada, mas sim prevenida e curada, se diagnosticada em fase precoce, é de extrema importância o conhecimento e a utilização das ferramentas de prevenção, como os exames que podem auxiliar na detecção da doença. Toda mulher deve consultar o ginecologista pelo menos uma vez por ano para a realização dos exames de papanicolau e o de palpação das mamas, mesmo que ela faça o auto exame dos seios mensalmente em casa.


O Ministério da Saúde está lançando uma campanha de conscientização ao público feminino em não só entender a importância do exame de toque como para priorizar o exame clínico e a mamografia como as melhores formas de prevenir o câncer nesse órgão.

Sem dúvida, a mamografia ainda é o melhor método para se diagnosticar o câncer de mama em uma fase inicial, (antes que ele se dissemine para outros órgãos). Nesse estágio, em que o tumor habitualmente se encontra com menos de um centímetro, as chances de cura são de 90%. Todos os órgãos de saúde do mundo alertam o público feminino para a realização periódica da mamografia a partir dos 35 anos de idade. Caso o primeiro exame não apresente qualquer alteração, a orientação médica é de realizar uma mamografia por ano ou a cada dois anos. Não é necessário se preocupar com a dose de radiação recebida durante o exame porque ela é desprezível se não for feito freqüentemente e, além disso, os tumores nas pacientes mais jovens costumam ser muito agressivos, portanto, o diagnóstico precoce é, na maioria das vezes, a diferença entre viver ou morrer da doença.

O que é a mamografia?

A grosso modo, a mamografia, também chamada de senografia e mastografia, nada mais é do que uma radiografia simples das mamas. Para a realização do exame é usado um equipamento de raios-X especialmente projetado para essa finalidade, chamado mamógrafo.

A paciente deve tirar a roupa da cintura para cima e se posicionar no aparelho para a realização de duas ou mais radiografias de cada mama, procedimento que leva mais ou menos 15 minutos.

Os seios devem ser comprimidos para que fiquem com uma espessura mais uniforme. Apesar de causar algum desconforto, essa compressão é importante, pois proporciona resultados mais claros e detalhados. Nos programas de rastreamento, o exame é proposto apenas para mulheres acima dos 50 anos de idade, já que é bastante efetivo para tal faixa etária. Os equipamentos existentes hoje especialmente projetados para este fim podem descobrir lesões milimétricas de muito baixo contraste, até dois anos antes que possam ser detectadas por meio da palpação.

A divulgação da necessidade de se fazer mamografia nos últimos anos é uma realização médica significativa, e considerada uma das que mais previram e detectaram precocemente o tumor de mama, só perdendo para o auto-exame mensal feito pela própria mulher, em casa.

Os relatórios da Sociedade Americana do Câncer mostraram que o diagnóstico por meio da mamografia pode reduzir a taxa de mortalidade em 31%, índice que pode ser considerado fantástico no contexto de uma doença fatal e com alta incidência como o câncer de mama.

Redação Bem de Saúde

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