Tratamento contra a acne

20 de agosto de 2009

Muitos produtos existentes no mercado para tratar a acne nem sequer tiveram seus efeitos comprovados cientificamente. No entanto, uma combinação de tratamentos muitas vezes ajuda a reduzir muito a gravidade da acne.

Os tratamentos mais efetivos devem ser acompanhados por um dermatologista porque possuem uma maior possibilidade de efeitos colaterais. Deve-se sempre consultar um médico especializado para escolher qual tratamento utilizar, principalmente quando utilizados em combinação. Conheça alguns tratamentos que se mostraram efetivos:


Tratamento hormonal

É possível a aplicação de tratamento hormonal nas mulheres que consiste na ingestão de contraceptivos orais (hormônios femininos) que neutralizam os efeitos de excessos de hormônios masculinos.

Esfoliação da pele

A esfoliação da pele pode ser feita tanto de maneira mecânica quanto através de substâncias químicas como o Peróxido de Benzoíla e Ácido Salicílico. Elas atuam prevenindo o acúmulo de células mortas e ajudando na desobstrução de poros afetados. Dentre os tratamentos tópicos, o Peróxido de Benzoíla e o Ácido Salicílico mostraram-se como as medicações mais eficientes. No entanto, o uso deles não pode ser exagerado, correndo o risco de trazer mais oleosidade ainda à pele.

Antibióticos tópicos e orais

A aplicação de antibióticos na região afetada, utilizando cremes e loções a base de Eritromicina e Ácido Fusídico também é bastante eficaz. Eles atuam matando as bactérias que se alojam no orifício do folículo piloso. Há também antibióticos orais, que são utilizados em casos mais graves e têm um melhor efeito.

O uso de antibióticos tem se tornado menos eficiente na medida em que bactérias resistentes têm se tornado mais comuns. Geralmente a acne irá reaparecer em alguns dias após o fim do tratamento tópico e algumas semanas após o tratamento oral.

Agentes básicos

Algumas soluções inorgânicas de caráter básico, como o bicarbonato de sódio têm se mostrado eficazes no controle da oleosidade da pele em aplicações tópicas seguidas. Como o sebo nada mais é que um conjunto de ácidos graxos, estas substâncias aplicadas agem na neutralização destes ácidos, formando sais orgânicos que não servem de alimento para as bactérias e não têm aspecto oleoso.

Retinóides tópicos

Os retinóides tópicos agem na normalização do ciclo de vida das células do folículo, dissolvendo e prevenindo a formação de “comedões” sem impedir a produção de sebo. Estão relacionados à vitamina A (retinóides significa semelhantes ao retinol que é justamente o nome químico da vitamina A).

Retinóides orais

Consiste na ingestão diária durante um período de 6 a 8 meses de retinóides como a Isotretinoína, que tem se mostrado muito eficiente. No entanto ela pode causar efeitos colaterais perigosos e só deve ser utilizada no tratamento da acne severa ou muito resistente.

O tratamento requer um acompanhamento médico de um dermatologista devido justamente aos efeitos colaterais que podem ser graves. Os efeitos colaterais mais comuns são a desidratação da pele e sangramentos nasais (conseqüentes da desidratação da mucosa nasal). Há também relatos de que essa substância possa prejudicar o fígado dos pacientes e, por esse motivo, é fundamental que os pacientes façam exames de sangue antes e durante o tratamento. Existem alguns relatos que comprovam que a droga pode gerar depressão. A droga também pode causar graves defeitos em fetos se as mulheres se submeterem ao tratamento antes ou durante a gravidez como defeitos na face, nas orelhas, no coração e no sistema nervoso do feto. Por essa razão o tratamento das mulheres é acompanhado por métodos contraceptivos ou abstinência sexual.

A cura da acne

Não existe cura para a acne, embora existam métodos que levem à sua diminuição ou extinção, pois a acne não é uma doença específica. Sendo uma doença com base em outros eventos, a sua cura tem ramificações, daí a existência de metodologias. Reconhece-se o Peróxido de Benzoíla eficaz contra a bactéria da acne, que tende a diminuir com a idade, acabando depois dos 20 anos. Em alguns casos, ela pode surgir mesmo depois da adolescência, desencadeada por um desequilíbrio hormonal, mais comumente apresentado em mulheres.

Redação Bem de Saúde

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