Prevenção e controle das ISTs: o que você precisa saber

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prevenção e controle das ISTs

Se você não sabe o que são ISTs, este artigo é para você! E se você já sabe, também! Eis o que você precisa saber sobre prevenção e controle das ISTs!

Talvez a sigla IST pareça estranha para você, mas com certeza você está familiarizado com o conceito!

Afinal de contas, você certamente já ouviu falar das Doenças Sexualmente Transmissíveis, também conhecida como DSTs. Pelo menos até algum tempo atrás…

Isso porque, há alguns anos, o Ministério da Saúde adotou a terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis, as tais ISTs. Do mesmo modo que as DSTs, as ISTs podem ser causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos.

Também podem ser transmitidas, principalmente, por meio de contato sexual oral, vaginal ou anal, sem o uso de preservativo masculino ou feminino, com uma pessoa que esteja infectada.

O que muda então? Apenas o nome, que passa a destacar a possibilidade de alguém ter e transmitir uma infecção mesmo sem apresentar sinais ou sintomas.

E esse, senhoras e senhores, é o principal motivo pela qual devemos nos preocupar com as ISTs!

Saiba mais: TUDO que você precisa saber sobre as DSTs!

Por que se preocupar com as ISTs?

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Cada vez mais aumentam os índices de jovens infectados com alguma IST!

Primeiramente, porque elas não são brincadeira! E o pior é que a cada dia surgem novos casos de doenças sexualmente transmissíveis, especialmente entre os mais jovens!

De acordo com o Ministério da Saúde, os casos de AIDS, sífilis e gonorreia entre jovens brasileiros na faixa de 20 a 24 anos aumentou exponencialmente. E o problema pode ser muito maior, já que outros países como EUA e outros países europeus também tiveram aumento nessas estatísticas.

Vale lembrar que os grupos de risco não se restringem apenas aos gays, usuários de drogas e trabalhadoras do sexo. Aliás, isso pode ter sido verdade no início da década de 80, mas hoje em dia, TODOS e TODAS as pessoas sexualmente ativas fazem parte do grupo de risco!

O principal motivo para isso é a negligência do uso da camisinha, especialmente por parte de jovens. Já entre os mais velhos, a falta de costume do uso da camisinha pode ser o grande responsável.

E quais ISTs mais afetam a população brasileira?

Bem, a lista é grande muito variada. Entre as que mais preocupam estão a AIDS, a sífilis e o HPV, por exemplo. Apesar disso, outras infecções sexualmente transmissíveis como as hepatites B e C, a gonorreia e a clamídia também aumentaram.

Felizmente, tratamentos oferecidos gratuitamente na rede pública de saúde, assim como o avanço das pesquisas ajudam a contornar o problema. Aliás, neste caso, o diagnóstico precoce é crucial!

Entretanto, nada disso substitui a prevenção! Falando nela, existem algumas formas de se prevenir que vão além da famosa camisinha…

Saiba mais: O que é a Gonorreia? Sintomas e formas de tratamento!

Prevenção e controle das ISTs

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A prevenção combinada reúne diversos métodos de prevenção e controle das ISTs.

A melhor forma de prevenir infecções sexualmente transmissíveis é por meio da camisinha, certo?

Sim! Mas o que muita gente não sabe é que existem muitas outras formas de prevenção e controle das ISTs. Um dos melhores métodos se chama prevenção combinada e é justamente isso: uma combinação de diversos métodos preventivos.

Em outras palavras, a prevenção combinada é uma estratégia que faz uso de diferentes abordagens de prevenção, como a biomédica, a comportamental e a estrutural.

Para entender melhor, eis as suas definições:

  • Intervenções Biomédicas: São ações voltadas à redução do risco de exposição. Exemplos de intervenções médicas são o uso da camisinha e os antirretrovirais utilizados na prevenção e controle do HIV.
  • Intervenções Comportamentais: São ações que contribuem para o aumento da informação, da prevenção e do controle de ISTs. Exemplos de intervenções comportamentais são as campanhas de conscientização do uso da camisinha.
  • Intervenções Estruturais: São ações voltadas aos fatores e condições socioestruturais que influenciam diretamente a vulnerabilidade de indivíduos e grupos sociais específicos. São exemplos disso o combate ao racismo, ao sexismo, à LGBTfobia e demais preconceitos.

Tais métodos podem ser aplicados ao mesmo tempo ou em sequência. Tudo irá depender das características da IST e do momento de vida de cada pessoa. Aliás, estes são alguns dos métodos que podem ser combinados na prevenção e controle das ISTs:

  1. Campanhas de conscientização
  2. Uso de Preservativos
  3. Testagem regular para HIV e outras ISTs
  4. Prevenção da transmissão vertical
  5. Tratamento das infecções sexualmente transmissíveis
  6. Vacinação contra o HPV
  7. Profilaxia Pré-exposição (PrEP)
  8. Profilaxia Pós-exposição (PEP)

Vamos conhecer um pouco mais sobre cada método?

1. Campanhas de conscientização

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Campanha de conscientização do uso da camisinha proposta pelo Ministério da Saúde em 2018!

Tratam-se de peças e campanhas publicitárias que visam alertar sobre o risco, a prevenção e controle das ISTs. O principal objetivo é informar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Podem ser campanhas online – redes sociais, dispositivos de busca online, etc. – ou offline – propagandas de rádio e televisão, outdoors, folders, etc.
Além disso, elas podem ser direcionadas a grupos específicos ou não.

Saiba mais: Entenda como a falta de testosterona afeta a saúde do homem!

2. Uso de preservativos

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O uso de preservativo ainda é uma dar melhores formas pra prevenir ISTs e gravidez indesejada!

É a famosa camisinha. Aliás, este é, provavelmente, o método mais conhecido, acessível e eficaz de prevenção e controle das ISTs. Além disso, ele também ajuda a prevenir a gravidez indesejada!

Vale lembrar que existem basicamente 2 tipos de preservativos: masculino e feminino. O primeiro é feito de látex e deve ser colocado no pênis ereto. Já o segundo é feito de látex ou borracha nitrílica, é usada internamente na vagina e pode ser colocada algumas horas antes da relação.

Tanto a camisinha masculina quanto a feminina podem ser encontradas gratuitamente nos postos de saúde do Sistema Único de Saúde, o SUS.

Saiba mais: Como reconhecer os sintomas da impotência sexual?

3. Testagem regular

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O diagnóstico precoce é fundamental no tratamento das ISTs!

Teve relação sexual sem proteção? Então o melhor é fazer um teste para garantir que você está seguro. Afinal, o diagnóstico precoce é extremamente importante no tratamento das ISTs.

E o melhor é que você não precisa se preocupar, já que há alguns anos o SUS oferece gratuitamente alguns testes. Por exemplo, você pode solicitar exames para o HIV, a sífilis e as hepatites B e C.

Vale lembrar que no Brasil existem basicamente 2 tipos de testes: laboratoriais e rápidos. Enquanto os primeiros são mais complexos e podem levar mais tempo, os testes rápidos são práticos e de fácil execução.

Eles podem ser realizados apenas com uma gota de sangue ou com fluido oral e apresentam resultado em, no máximo, 30 minutos!

Saiba mais: O que é o HPV e porque você deve se preocupar!

4. Prevenção da transmissão vertical

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A transmissão vertical de ISTs também é um grave probçema de saúde pública!

Outra forma muito comum de transmissão do HIV e outras ISTs é a transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê. Por exemplo, nos casos em que a mãe é diagnosticada com alguma IST, ela pode transmiti-la ao bebê durante o parto ou a amamentação.

Por essa razão as gestantes e parcerias sexuais devem realizar os testes para HIV e outras ISTs. Além disso, o acompanhamento pré-natal também é uma importante forma de prevenção e controle das ISTs.

Caso os resultados sejam positivos, é ainda mais importante seguir à risca as recomendações dos profissionais de saúde. Afinal, o diagnóstico e o tratamento precoces podem garantir a saúde do seu bebê!

Saiba mais: 5 dicas para ter uma boa alimentação durante a gravidez!

5. Tratamento do HIV e outras ISTs

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O tratamento geralmente é feito combinando diversas medicações!

Além de um diagnóstico precoce, o tratamento adequado também é fundamental. Felizmente, no Brasil, todas as pessoas que recebem um diagnóstico positivo para HIV têm o direito de receber tratamento gratuito pelo SUS.

No caso do HIV, o tratamento pode diminuir a mortalidade, as complicações da doença e melhorar a qualidade de vida. Além disso, o tratamento correto pode também diminuir a transmissão do vírus!

Isso porque uma pessoa com boa adesão ao tratamento atinge cargas virais tão baixas que a chance de transmissão é praticamente nula. Por esse motivo, funciona também como uma excelente ferramente de prevenção e controle das ISTs.

Em outras palavras, aqueles que seguem corretamente o tratamento, não adoecem e garantem a sua qualidade de vida!

6. Vacinação contra o HPV

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A vacinação contra o HPV é uma das maneiras mais eficazes de prevenir a transmissão da doença!

O HPV é outra infecção sexualmente transmissível muito comum e capaz de infectar a pele e mucosas. Aliás, vale lembrar que a transmissão pode ser feita de outras formas, que não exclusivamente a sexual!

Na verdade, existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, 40 dos quais podem afetar as regiões genitais tais como útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe.

Entretanto, os principais vírus podem ser combatidos com duas doses da vacina contra o HPV, que está disponível gratuitamente no SUS.

Saiba mais: Conheça 3 formas de se prevenir contra o HPV!

7. Profilaxia Pré-exposição (PrEP)

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Este ainda é um método relativamente novo, mas que não dispensa o uso de camisinha!

A PrEP é um novo método de prevenção do HIV, especificamente, que, como o nome fala, tem o objetivo de prevenir a exposição ao vírus.

Pra isso, a pessoa deverá tomar diariamente um comprimido que impede que o vírus HIV infecte o organismo. O comprimido tem a função de ‘bloquear’ alguns caminhos que o HIV usa para infectar o seu organismo.

Entretanto, para que funcione perfeitamente devem ser tomados alguns cuidados. Por exemplo, se você falhar um dia, o remédio pode perder todo o efeito. Além disso, este método NÃO ajuda a prevenir outras ISTs, portanto, o uso de preservativos não deverá ser dispensado, viu!

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8. Profilaxia Pós-exposição (PEP)

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A profilaxia pós-exposição pode ser aplicada em casos de violência sexual ou de acidente de trabalho!

Diferentemente da PrEP, a PEP é aplicada após o risco de exposição, não somente ao HIV, como também a outras ISTs.

Vale alertar que este é um método de emergência, que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de contrair alguma doença.

Além disso, este é um método muito utilizado em casos de violência sexual ou em acidentes ocupacionais, como é o caso de profissionais de saúde. Em tais casos, a pessoa deverá tomar os medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco de infecção e transmissão.

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Você conhecia todos os métodos de prevenção e controle das ISTs? Deixe seu comentário aqui embaixo!

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