Cuidados na gestação gemelar

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gravidez de gêmeos

Se a gravidez por si só já mete medo em muitos pais de primeira viagem, imagine uma gravidez de gêmeos…. Mas com esses cuidados simples não há riscos nem para você nem para o seu bebê!

Como será nascer com uma cópia idêntica a si mesmo, mesmo que aos poucos ela vá se modificando porque essas pessoas aparentemente iguais e fruto da mesma gestação reagem de forma diferente diante dos estímulos recebidos e desenvolvem personalidades distintas?

Como se sentirão os gêmeos dizigóticos, aqueles gerados por dois óvulos e dois espermatozoides, portanto com carga genética distinta, que não são necessariamente parecidos, mas que estiveram juntos desde o útero materno? Gêmeos sempre despertam curiosidade, especialmente os univitelinos que são monozigóticos, isto é, formados a partir da divisão de um único óvulo fecundado por um só espermatozoide. A gestação gemelar tem características particulares e implica seguimento mais cuidadoso por parte do médico e da própria gestante. Dificilmente atinge as quarenta semanas previstas porque a capacidade de distensão do útero vai até certo ponto e a maioria dos partos é feita por via alta, ou seja, por cesariana.

Gêmeos idênticos e não idênticos

Em dois terços das gestações gemelares, os gêmeos são bivitelinos, portanto não são idênticos e em um terço são univitelinos, portanto idênticos. Os gêmeos não-idênticos são formados pela fecundação de dois óvulos por dois espermatozoides. Na verdade, podem ou não ter o mesmo sexo e equivalem a duas gestações que se desenvolvem ao mesmo tempo e no mesmo ambiente.

Já os univitelinos ou idênticos formam-se quando um único óvulo, fecundado por um só espermatozóide, sofre posteriormente uma divisão.

Logo, gêmeos idênticos têm necessariamente mesma carga genética e mesmo sexo. O que faz diferença nas gestações gemelares é o número de placentas. Quando são duas placentas, uma para cada feto, a gestação é menos complicada, mas será mais complicada se houver apenas uma placenta para os dois fetos. Gêmeos não-idênticos obrigatoriamente têm duas placentas. Entretanto, somente de 10% a 15% dos gêmeos idênticos têm placentas separadas. Quando existem gêmeos não-idênticos numa família, a chance de acontecer um novo caso é dez vezes maior do que em famílias sem história de gestações gemelares. Para gêmeos não-idênticos, parece que a influência maior é exercida pelo lado materno; já para os idênticos, não se observa a mesma relação.

Diagnóstico: são gêmeos

Existe o conceito de que o nível da gonadotrofina coriônica é mais elevado na gestação gemelar e que a gestante têm enjoos mais intensos. Se isso é verdadeiro em alguns casos, não o é em muitos outros. Por isso, o diagnóstico definitivo depende do exame ultra-sonográfico. O ideal é que seja feito no início da gravidez, nos primeiros três meses, quando se consegue definir, no caso dos gêmeos idênticos, se cada um terá sua própria placenta, o que facilitará muito o acompanhamento posterior da gestação. Já a partir de cinco ou seis semanas, o ultra-som consegue detectar gêmeos não-idênticos porque existem duas bolsas e duas placentas separadas. Gêmeos idênticos, com uma placenta só, são diagnosticados mais tarde, com seis ou sete semanas e, mesmo assim, é arriscado cometer um erro de diagnóstico: imagina-se que se trata de uma gestação única e depois se descobre que são dois bebês.

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