Fitoterapia NÃO é a mesma coisa que Medicamento Fitoterápico

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fitoterapia

Tomar aquele chazinho pra curar a gripe é uma prática comum em muitos lares brasileiros. E não é para menos…

O uso de plantas, chás e ervas medicinais é tão antigo quanto a humanidade! E por aqui, esse conhecimento foi passado de geração para geração até que passou a fazer parte da nossa história e identidade cultural.

Por esses e outros motivos, cada vez mais a medicina ocidental está se abrindo para reconhecer os benefícios da fitoterapia!

Porém, como já indicamos no título, fitoterapia NÃO é o mesmo que medicamento fitoterápico

Mas, primeiramente, vamos ver…

O que é a fitoterapia e para que ela serve?

A palavra FITOTERAPIA tem origem grega e significa tratamento pelas plantas (‘phyton‘ = planta e ‘therapeia‘ = tratamento). Ou seja, a fitoterapia é o estudo dos tratamentos do corpo por meio do uso de plantas e ervas medicinais.

Essa é uma prática realmente muito antiga e que surgiu espontaneamente na maioria dos povos. Tanto que, em algumas culturas antigas o conhecimento das plantas era considerado extremamente valioso, como era o caso de xamãs, pretos velhos e feiticeiros.

Por outro lado, em outras culturas o conhecimento das ervas e de seus usos era considerado perigoso. Que o diga as mulheres que foram consideradas bruxas ao longo da história!

E hoje em dia, as práticas fitoterápicas envolvem uma infinidade de tratamentos. Os mais comuns são inalações, infusões, banhos e emplastros, por exemplo. Em outras palavras, aquele chazinho contra gripe pode ser considerado uma prática fitoterápica.

A grande vantagem da fitoterapia é que essa é uma solução econômica e facilmente acessível para a maioria das pessoas. Porém, como tudo na vida, ela não está isenta de riscos

Isso porque a mesma planta que traz a cura, pode conter substâncias que causam alergias ou que são tóxicas para seu corpo. Tudo depende da dose, da parte da planta e da forma de uso por exemplo.

Isso nos leva a outro assunto…

O que é um medicamento Fitoterápico?

fitoterapia e medicamento fitoterápico
Apesar de parecer a mesma coisa existem diferenças entre fitoterapia e medicamento fitoterápico!

Lembra que comentamos que fazer um chá de ervas pode ser considerada uma prática da fitoterapia? Pois o mesmo não é válido para o caso de um medicamento fitoterápico…

Diferentemente da fitoterapia, para obtermos um medicamente fitoterápico é necessário que façamos a manipulação farmacológica desta planta. E o que isso quer dizer?

Isso significa que a partir dos estudos da fitoterapia, são identificados os melhores princípios ativos da planta, que serão extraídos e manipulados em laboratório.

Um exemplo disso é o óleo volátil, que um dos princípios ativos extraídos da planta Valeriana, utilizada como calmante natural. É possível, por exemplo, extrair e separar o suco, a cera, o óleo, o extrato, a tintura e por aí vai.

A partir disso, eles podem ser industrializados e transformados em medicamentos como os que conhecemos, em forma de cápsulas, comprimidos, florais e xaropes, por exemplo.

A grande vantagem do medicamento fitoterápico é que os princípio ativos da planta são isolados e refinados, o que pode potencializar o tratamento. Além disso, esses processos acabam eliminando alguns agentes tóxicos e alergênicos e que podem fazer mal à sua saúde.

Isso sem contar que fazer uso da dosagem correta é muito mais fácil e seguro no caso de um medicamento fitoterápico.

Então…

Qual a melhor opção entre os dois?

Tanto um quanto o outro podem ser muito benéficos dependendo do caso!

Se estivermos falando de um mal estar no estômago, um chá de boldo pode ser uma ótima solução!Porém, em alguns casos é preciso reconhecer que apenas a fitoterapia não resolve.

Esse é o caso de doenças crônicas como o câncer e o Alzheimer e o mal de Parkinson, entre outras. Por isso, a combinação de tratamentos tradicionais e alternativos pode ser uma boa saída!

Além disso, vale lembrar que embora a fitoterapia seja uma forma de tratamento natural muito eficaz, se for mal utilizada pode causar sérios danos ao organismo. E o mesmo é valido para os medicamentos fitoterápicos. Basta lembrar que a estricnina e a cocaína também são naturais…

Desta forma, é importante a utilização de uma planta que tenha uma fundamentação científica, cujas propriedades tenham sido estudadas e comprovadas pela ciência.

Isso garante a sua segurança e a eficácia do tratamento!

E você também usa algum medicamento fitoterápico? Deixe seu comentário aqui embaixo!

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