Álcool, cigarro e bochechos interferem no hálito

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O cigarro é mais um componente prejudicial ao hálito. No geral, tem cerca de quatro mil toxinas, sendo mais da metade derivada de enxofre. O fumo causa aquecimento da mucosa, provocando a descamação da boca, com a formação de saburra lingual em conseqüência, segundo explica a dentista Daiane Rocha.

O álcool é outro vilão que provoca ainda mais ressecamento bucal e interfere no hálito. E mais. Ao contrário do que se pensa, os bochechos anti-sépticos também não são indicados porque grande parte dos produtos tem álcool na composição, segundo Daiane. O consumidor deve ficar de olho no rótulo. ‘Muitas pessoas tentam mascarar o mau hálito com bochecho e, na verdade, podem estar prejudicando. Depois que bochecha, começa a descamar e formar saburra’, explica o dentista Marcos Fábio Benevides.

Do lado dos alimentos, as pessoas com tendência a ter halitose devem diminuir a ingestão daqueles de odor forte. Alguns são derivados do enxofre, que depois de metabolizados pelo organismo liberam o cheiro. O alho e a cebola são exemplos, porque contêm substâncias voláteis de odor muito intenso que entram na corrente sanguínea, vão para o pulmão e são exaladas pela boca e nariz.

‘As frituras também, os frios, o café em excesso, assim como o atum e a sardinha causam mau hálito. Algumas pessoas têm intolerância à lactose e não sabem. Em geral, não é que não se possa tomar leite, o problema é o exagero. Os excessos é que provocam mau hálito’, frisa Daiane.

Por isso, recomenda-se a diminuição do consumo de álcool e de cigarros!

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