3 formas de evitar o HPV que você deve conhecer

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Atualmente, o HPV é a principal doença viral transmitida sexualmente, com 2 milhões de novos casos por ano apenas no Brasil!

Por isso, vale a pena ficar de olho nessas dicas para evitar o HPV!

Entendendo o HPV

Antes de falarmos sobre prevenção do HPV, é preciso que entendamos mais sobre esta doença sexualmente transmissível.

Como falamos em outro artigo, existem cerca de 150 tipos de HPV, que podem infectar a pele e as mucosas, facilitando o aparecimento de verrugas. Infelizmente, essas pequenas verrugas e lesões podem ser precursoras do câncer de pele ou do colo do útero!

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O HPV é transmitido no contato direto com a pele infectada, e por isso, é mais conhecido por ser uma doença sexualmente transmissível.

Além disso, o HPV pode acometer vulva, vagina, colo do útero, região perianal, ânus, pênis (geralmente na glande), bolsa escrotal e/ou região pubiana.

Porém, vale lembrar que esta não é a única forma de contágio!

Embora seja com menor frequência, o HPV pode se manifestar em áreas extragenitais, como conjuntivas (olhos), mucosa nasal (nariz), oral (boca) e laríngea (garganta).

Ainda que não tenha cura, o HPV pode ser controlado com o tratamento adequado.

Felizmente, hoje em dia já existem algumas formas de evitar o HPV, e que levam em consideração o tipo de manifestação do vírus.

Como evitar o HPV

Existem basicamente 3 maneiras de evitar o HPV: a vacinação, os exames preventivos e o uso de preservativo!

1. Vacina

Segundo os especialistas, esta é a forma mais eficiente para evitar o HPV. A eficácia da vacinação como forma de evitar o HPV é alta, algo em torno de 95% de sucesso!

A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada para meninas entre 9 e 14 anos e para meninos entre 11 e 14.

Além disso, também é recomendada para pessoas que possuem o vírus da imunodeficiência humana (HIV), e pessoas transplantadas, especialmente entre 9 e 26 anos.

Porém, vale ressaltar que a vacina não é um tratamento! Por isso, ela não é eficaz contra infecções ou lesões por HPV já existentes!

2. Exames Preventivos

Esta é outra forma de prevenção, já que ajuda a identificar o HPV – ainda que indiretamente!

O principal exame preventivo é o papanicolau, exame ginecológico que deve ser feito anualmente pelas mulheres. Esse exame ajuda a identificar a proliferação anormal de células no revestimento do colo do útero e, portanto, ajuda na prevenção do câncer!

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Embora não possa identificar diretamente a presença do vírus HPV, o papanicolau é o melhor método para detectar e prevenir o câncer do colo de útero e lesões precursoras, que podem ser causadas pelo HPV.

Quando são identificadas alterações que antecedem o câncer, é possível tratá-lo e preveni-lo em 100% dos casos. Por essa razão, fazer regularmente o exame do papanicolau  é extremamente importante!

3. Preventivos

O uso de preservativos – masculino ou feminino –  é outra importante forma de evitar o HPV!

Entretanto, embora ajude a prevenir a maioria das DSTs, a camisinha pode não prevenir totalmente a transmissão do HPV. Isso porque, frequentemente, as lesões estão presentes em áreas que não são protegidas pela camisinha, como a vulva, a região pubiana, perineal ou a bolsa escrotal.

Neste caso, a camisinha feminina, que também cobre a vulva, acaba sendo mais eficaz para evitar o HPV, especialmente se utilizada desde o início da relação sexual.

Vale lembrar que a camisinha também deve ser usada nas relações que tenham contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital! Ainda assim, é importante contar com os outros métodos preventivos que já mencionamos!

Como identificar o HPV

identificar o HPV
Conheça agora algumas formas de identificar o HPV!

Identificar o HPV pode ser um tanto quanto complicado!

Isso porque, entre 80 e 90% da população já teve contato com o vírus sem saber! E como isso pode ser possível? Simples!

Embora seja altamente contagioso, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas na maioria das pessoas. Em alguns casos, por exemplo, o vírus acaba sendo expulso naturalmente do corpo.

Por outro lado, na maioria dos casos, o HPV pode ficar de meses a anos sem manifestar sintomas clínicas ou subclínicas. Geralmente, as mulheres estão mais propensas a adquirirem o vírus e também a não apresentarem sintomas.

Entretanto, não apresentar sintomas não quer dizer que ele não possa ser contagioso! Alguns fatores podem tornar mais fácil adquirir o vírus, como por exemplo:

  • Baixa imunidade
  • Sexo sem proteção
  • Não fazer exames de rotina
  • Presença de outras DSTs

Em geral, os primeiros sintomas do HPV surgem entre 2 e 8 meses. Entretanto, também podem demorar cerca de 20 anos até se manifestarem. Pessoas com baixa imunidade e gestantes, por exemplo, costumam manifestar os sintomas antes.

Para identificar o HPV existem basicamente 2 formas: exames clínicos e laboratoriais. As lesões e verrugas costumam ser mais fáceis de identificar com exames clínicos, por exemplo.

  • Lesões clínicas: As lesões clínicas costumam ser visíveis a olho nu e, por isso, podem ser diagnosticadas por meio do exame urológico (pênis), ginecológico (vulva/vagina/colo uterino) e dermatológico (pele).
  • Lesões subclínicas: Este tipo de lesão já é mais difícil de identificar. Entretanto, podem ser diagnosticadas por exames laboratoriais, como o exame preventivo Papanicolau (citopatologia), colposcopia, peniscopia e anuscopia. Além disso, biopsias e histopatologia podem ajudar na identificação.

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Vale lembrar mais uma vez que a melhor forma de evitar o HPV ainda é a prevenção!

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